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O que esperar da obrigatoriedade do BIM em obras públicas a partir de 2021?

De acordo com um decreto assinado em 2018, a utilização do BIM (Building Information Modeling) será obrigatória em todos os órgãos governamentais na execução de projetos e construções brasileiras. A metodologia BIM representa muito mais do que a utilização de uma solução de software e abrange três pilares: pessoas, tecnologias e processos.

Em português BIM significa ‘Modelagem da Informação da Construção’, que representa o conjunto das informações digitais de uma obra em todo o seu ciclo de vida. A partir deste modelo virtual com o mais alto nível de tecnologia em software, todos os departamentos de uma construção estarão totalmente integrados e “falando a mesma língua”.

Além do software, existe uma grande consultoria realizada por um especialista para definir os processos de trabalho e repensar o negócio de dentro para fora. A metodologia inclui a capacitação das pessoas envolvidas, inserindo-as dentro desse novo processo e integrando todas as pontas, desde terceirizados aos funcionários administrativos e o pessoal que trabalha diretamente na obra. Por isso a colaboração entre os profissionais e as equipes é muito importante e um dos pontos em que o BIM mais ajuda.

Essa colaboração e esse trabalho integrado por meio do software, dos processos definidos e das pessoas capacitadas, permitem regularizar processos, reduzir custos, aumentar a produtividade, diminuir possíveis erros, ter maior transparência nas obras públicas e implantar um padrão adotado internacionalmente. No Brasil a implantação desta metodologia será realizada em três fases.

A primeira abrange apenas construções novas e entra em vigor a partir de janeiro de 2021, enquanto a segunda prevê seu uso na execução direta ou indireta de obras e serviços de engenharia a partir de 2024. Já na terceira fase, a partir de janeiro de 2028, a tecnologia será obrigatória no gerenciamento e manutenção após o término das construções, cujos projetos e obras tenham sido desenvolvidos ou executados com o uso do BIM.

Essa metodologia permite ainda a criação de simulações digitais com o suporte da realidade virtual na elaboração e execução dos projetos. É possível, por exemplo, criar uma simulação do planejamento de obra e animação das ações para visualização do andamento das atividades de acordo com o cronograma da obra.

A Buysoft, uma das maiores empresas de software e soluções em TI do Brasil e que figura na lista das 500 empresas que mais crescem nas Américas, de acordo com o Financial Times, já contabiliza diversos cases de sucesso na implementação do processo BIM no Brasil. Ela reúne profissionais de engenharia e arquitetura especializados na utilização das plataformas e consegue, assim, demonstrar o quanto essa metodologia agrega valor ao trabalho dos clientes.

Clemilson Correia, fundador e CEO da Buysoft, garante que “o uso do BIM permite revolucionar a forma de projetar, gerenciar e construir. A partir do uso de soluções Autodesk e de uma capacitação técnica de alto nível, é possível evoluir a sua gestão em três áreas: processos, pessoas e tecnologia. Sempre com a mais alta tecnologia, incluindo a centralização e a integração dos dados em nuvem, automatização do quantitativo de materiais e o uso de ferramentas colaborativas”.

O BIM também pode ser usado no licenciamento de empreendimentos, como acontece na capital baiana por meio do BIM Salvador. Com essa metodologia, o licenciamento passa a ser 100% digital, sustentável e muito mais ágil, como zero uso de papel.

A nova plataforma reduz o tempo de análise e concessão de alvarás para empreendimentos de alta complexidade de um ano para, no máximo, 120 dias. O sistema, que automatiza a análise dos parâmetros urbanísticos, identifica possíveis pendências do projeto e permite que os ajustes necessários sejam realizados.

Quando o engenheiro ou arquiteto fizer o projeto e implantar na plataforma, ela já vai dizer, sem a necessidade de dar entrada, se ele está certo ou errado. Com o processo digital, a análise dos dados é otimizada e o especialista fica responsável pela finalização do licenciamento. Com mais eficiência e menos burocracia, a vida do empreendedor é facilitada, favorecendo o ambiente de negócios e a geração de empregos e renda.

MRV e SENAI lançam desafio para startups da construção civil

A MRV, plataforma de soluções habitacionais com mais de 40 anos de mercado, se uniu ao Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) para lançar um desafio para startups e empresas de base tecnológica em busca de soluções inovadoras para a indústria da construção civil. A categoria será Empreendedorismo Industrial, que contará com dois desafios: Gestão de inventário e romaneio de fôrmas e Inteligência aplicada ao processo de modulação de peças e kits de fôrmas. Serão aprovados até quatro projetos que terão acesso a recursos de, no mínimo, R$ 250 mil para o desenvolvimento das propostas. As inscrições e o edital completo podem sem acessados no endereço www.plataformainovacao.com.br. As inscrições podem ser feitas até o dia 15 de janeiro de 2021.

A MRV vislumbra grande potencial de escala para as soluções a serem desenvolvidas, com aplicação em centenas de canteiros de obras espalhados por 22 estados do território nacional. O SENAI, parceiro da iniciativa, além de ajudar na seleção dos projetos, vai ofertar a infraestrutura laboratorial e especialistas necessários para o desenvolvimento das propostas e disponibilizar, junto à MRV, os recursos financeiros para o desenvolvimento dos projetos. “Vamos selecionar as startups com as melhores propostas, ajudá-las a fazer o planejamento e a execução dos projetos adequados ao tempo e do recurso disponibilizado pela chamada”, afirma André Zanatta, gerente de Inovação e Tecnologia do CIT SENAI, explicando que o projeto será executado no CIT. Zanatta reforça ainda que a iniciativa traz a possibilidade de novos e bons negócios para toda a cadeia produtiva da construção civil. “Queremos proporcionar a geração de negócios entre as empresas, fortalecer serviços e produtos a partir da resolução destes desafios. Quem sabe, possibilitar que novas empresas trabalhem com a MRV, deixando o setor mais produtivo e também, mais seguro” reforça o executivo.

Flávio Vidal Cambraia, Gestor Executivo de Inovação e P&D da MRV, reforça a importância da chamada: “essa iniciativa é de grande relevância para a companhia, que está aberta ao desenvolvimento de tecnologias em colaboração com o ecossistema de inovação. Será uma excelente oportunidade de unir inteligência interna e externa para criar soluções relevantes para os nossos empreendimentos e, consequentemente, nossos clientes e o setor de habitação no Brasil. Contar com mentes pensantes, pessoas engajadas e a estrutura do SENAI nos faz ter ótimas perspectivas”, ressalta Vidal.

Parceria em Pesquisa e Desenvolvimento

Tendo como um de seus pilares a inovação, a MRV, anunciou, em junho de 2020, a criação do seu próprio Centro de Pesquisa e Desenvolvimento, que está instalado no CIT SENAI, em Belo Horizonte. A iniciativa, inédita no setor de construção civil, tem o objetivo de fomentar o desenvolvimento de tecnologias, novos processos e métodos construtivos, desenvolvimentos e testes de materiais, entre outros pontos, com o intuito de entregar aos brasileiros habitações com cada vez mais qualidade e tecnologia.

Construtechs contribuem com eficiência e redução de custos de projetos e obras

Como todo o processo produtivo no país, a construção civil sofre um impacto direto dos efeitos da crise econômica agravada pela pandemia do coronavírus. Com isso, empresas tradicionais recorrem a serviços e suportes oferecidos pelas chamadas construtechs, startups do setor baseadas na inovação e na tecnologia, que contribuem significativamente para o estudo e execução de projetos e obras, com uso de tecnologia e um banco de informações mais precisas e ajustáveis ao novo cenário, tanto do ponto de vista do consumidor como do empreendedor imobiliário.

Para aumentar a eficiência e reduzir custos de projetos e obras, a construtech de destaque nacional Celere desenvolveu a “Budget Analitycs”, uma metodologia de geração e estruturação de dados de orçamento de obras. A solução facilita a geração de centenas de milhares de dados sobre custos e os transforma em inteligência de forma simples, rápida e precisa. Utilizando o Budget Analytics é possível reduzir até R$ 100 do custo por metro quadrado de uma obra, sem perder qualidade. 

Budget Analitycs é fruto de cinco anos de trabalho e participação em mais de 130 projetos, revela a engenheira civil Bruna Bérgamo, uma das sócias da Celere. “A experiência adquirida com eles nos fez democratizar o acesso à análise de dados. A Budget Analytics permite que projetos em qualquer formato, seja modelo 2D ou 3D, tenham este nível de análises, que não é possível através de orçamentos realizados pelas metodologias tradicionais”

A tecnologia, segundo a engenheira, torna real e viável o mapeamento de centenas de milhares de dados por trás dos projetos e abre caminhos para otimizar o produto e melhorar a margem do negócio. “Com um legado de dados criados, as construtoras e incorporadoras têm ainda mais vantagem para pensar em futuros empreendimentos”, diz.

A Huma Engenharia é uma das empresas que apostaram na tecnologia da Celere como forma de aliviar o budget, conta a gerente de engenharia Fernanda Bernardi. “Com o dashboard que eles oferecem, que eu acredito que é a cereja do bolo do trabalho, foi muito bacana. A gente pode elencar os itens da curva ABC de forma mais didática e suprimir itens não relevantesque estavam onerando o orçamento, agregar matérias melhores no produto e se encaixar no valor da obra,para conseguir um bom resultado final no empreendimento.”

Análise do mercado

O setor de construção civil concentra diversas atividades que são essenciais para o movimento da economia brasileira. O Sebrae aponta que o setor é responsável por 6,2% do PIB brasileiro, e também movimenta mais de 480 mil negócios no país. Com a pandemia, vieram à tona desafios para manter o setor na evidência do processo econômico e manter o papel social, avalia Bruna. “Apesar dos reflexos negativos em diversos setores, o fato ser classificado como um serviço essencial minimizou os impactos no mercado de construção, porém abalou o otimismo e confiança dos investimentos, que estavam fazendo o segmento aquecer no início de 2020.”

A queda da taxa de juros, diz a engenheira, fomenta o investimento fora do mercado financeiro e o acesso ao crédito com taxas mais atrativas. “Acredito que esta seja uma excelente oportunidade para as incorporadoras estudarem seus produtos e projetos. Os preços dos insumos da construção abalam consideravelmente a sintonia entre vendedores e consumidores e, além da paralização de obras e todos os seus reflexos, torna o momento bastante delicado para planejar vendas na hora de ir para o mercado”, diz a engenheira.

Bruna destaca a demanda reprimida do mercado, que apresenta estoque mais baixos nesse período da pandemia, como justificativa para o reajuste de preços. Além disso, o incentivo à exportação com a alta do dólar e também a questão de oferta e demanda “Hoje estamos com variações bem atípicas e, inclusive, até prazos de entrega bastante altos em relação ao convencional do mercado.  Acredito que é uma questão peculiar do momento e que não será sustentado por um período tão longo.”

Tecnologia como meio para fomentar na construção civil

Por Alexandre Quinze

O que significa a Transformação Digital? Muito mais do que um conceito da “moda”, esse é um movimento essencial para empresas em todo o mundo e uma escolha de CXOs (Chief Experience Officer) experientes.

Nesse processo a tecnologia é o meio e não o fim. Isto é, falamos de um apanhado de ferramentas criadas para gerar soluções e é justamente nessa finalidade que se faz a diferença. A tecnologia deve ser compreendida como “commoditie“, ou seja, ela é a matéria-prima para motivar a inovação.

Dentro desse contexto, a digitalização necessita estar conectada aos propósitos das organizações, mantendo a função de atender as necessidades dos clientes, parceiros e colaboradores. Em meio a pandemia do Covid-19 assistimos muitas empresas entrarem nesse movimento inesperadamente e, dessa forma, os alicerces do processo acabaram não correspondendo às expectativas porque não cumpriram a missão da servitização.

E o que é a servitização? É o movimento que as empresas fazem para agregar valor aos produtos oferecendo serviços relacionados a eles. É quando se oferece o “sistema produtos-serviços” ao invés de vender apenas o produto. E esse é um caminho ancorado pela Transformação Digital, graças ao uso da tecnologia a favor das soluções.

A tecnologia tem caminhado cada vez mais nessa trajetória sendo sustentada por iniciativas de inovação. Um ponto crucial dentro de uma cultura de inovação é o investimento em aprendizagem. De acordo com o Fórum Econômico Mundial, mais de um terço das habilidades que eram consideradas importantes mudaram em 2020 e a força de trabalho deve se adequar a esse cenário.

Em uma cultura de inovação, o processo contínuo de desenvolvimento de habilidades tem que fazer parte da experiência. As empresas fornecem plataformas para que os funcionários continuamente possam aprimorar seus conhecimentos. Permanece a grande reflexão sobre o que é na verdade uma cultura de inovação.

A grande lição que temos aprendido é que o organismo chamado “corporação” não existe e é apenas um somatório de indivíduos que, na melhor das hipóteses (boas culturas de inovação), compartilham dos mesmos valores, crenças e atitudes. Com esses valores e crenças bem alinhados ao propósito nobre de inovar e melhorar o mundo, as atitudes individuais são somadas e criam a cultura de inovação tão desejada.

Há mercados carentes por tecnologia, nos quais o modelo de servitização se adequa perfeitamente às suas necessidades. É o caso da construção civil, que se movimenta em prol da descoberta da tecnologia como mola propulsora para a entrega de soluções eficientes e inovadoras.

As construtechs – startups da construção civil – vêm cumprindo o papel de agregar valor por meio da resolução de problemas que estagnam ou de fato travam o desenvolvimento do setor. Líderes de mercado se destacam por iniciativas que atrelam inovação e tecnologia para atender demandas específicas.

Nasce a TruTec, uma empresa do grupo da Vedacit – líder no mercado de impermeabilização no país – que reúne as construtechs com foco na servitização e em sistemas de construção baseados em dados para o desenvolvimento de soluções tecnológicas.

O novo modelo de negócios fortalecerá o relacionamento com as construtoras, possibilitando a atuação direta na “dor” dos clientes, com velocidade de execução, redução de custos e desperdícios nas obras. A tese da empresa é atuar no B2B com soluções focadas na saúde das edificações e no B2C oferecendo a digitalização do varejo da construção civil.

Outro exemplo de união eficiente da tecnologia com a inovação no setor é a Construcode, que pertence à TruTec. Trata-se de uma plataforma online que converte seus projetos de engenharia em etiquetas inteligentes que permitem, quando escaneadas por tablets e smartphones, acesso às plantas técnicas e envio de dúvidas direto para os projetistas no escritório.

Todas as iniciativas que inserem a tecnologia atuando a favor de uma gestão eficiente são válidas e seguem em um caminho de convergência com a inovação. É para esse caminho que devemos seguir. É nessa base que devemos quando olhamos para o futuro.

Alexandre Quinze, executivo de Tecnologia da Informação da Vedacit, co-founder e CEO da TruTec.

Fabíola Cecon é a nova presidente do Movimento Construção Saudável

O Movimento Construção Saudável anuncia Fabíola Vasconcellos Cecon como presidente. Em um mercado majoritariamente masculino como o da Construção Civil, a Associação compreende que para fomentar o desenvolvimento das iniciativas estratégicas que serão realizadas pelos próximos anos, a visão feminina, integradora e arrojada, será fundamental.

Fabíola tem extensa experiência no segmento. Há mais de 20 anos na Mactra, foi dela a ideia de criar um movimento em prol da conscientização sobre a importância da saúde das construções e daqueles que vivem nelas. Em uma ação inédita, Fabíola reuniu os representantes de grandes empresas do segmento de impermeabilização – Sika, Vedacit e Viapol – para juntos criarem o Movimento Construção Saudável e, agora, convidam outras empresas do setor para se unirem nessa causa.

Segundo informações do Ministério do Trabalho e Emprego, que atualmente integra o Ministério da Economia, de 900 mil profissionais que trabalham na construção civil, mais de 200 mil são mulheres. Nos últimos dez anos, o aumento da presença feminina do setor foi de quase 50%. Formada em Arquitetura pela PUC (Pontifícia Universidade Católica) Campinas, Fabíola sempre fez a diferença com suas ideias e a expertise necessárias para contribuir com a evolução do setor.

“Ao assumir a presidência da Associação reforço o compromisso com a sociedade brasileira de propiciar qualidade de vida por meio da disseminação de conceitos fundamentais ao conhecimento e à prática da impermeabilização, como fator de melhoria concreta na saúde da população”, afirma Fabíola. “Nossa inspiração é acreditar que o bem comum deve ser pensado por qualquer organização que deseja compartilhar novos conhecimentos, práticas e conceitos para melhorar a vida humana. Por isso, temos como missão promover o desenvolvimento de programas e projetos que propiciem a redução dos malefícios causados pela umidade e patologias em geral e, assim, contribuir para a melhoria da saúde da população, conscientizando sobre a importância da segurança das construções e da saúde das pessoas que vivem e trabalham nelas”, ressalta.

O Movimento Construção Saudável reúne as principais empresas do mercado de impermeabilização – Mactra, Sika, Vedacit e Viapol – com o objetivo de conscientizar a população sobre a importância de cuidar da saúde das habitações e das pessoas.

Criada em 2019, a iniciativa discute os benefícios de impermeabilizar de forma correta e as consequências que o processo traz para a saúde das pessoas. O Movimento promove ações em eventos, revendas, home centers e demais pontos de venda.

Conscientes do impacto na vida da população e de que grande parte espera o problema aparecer ao invés de prevenir, as empresas criaram o Movimento para conscientizar os profissionais, ampliar a percepção da sociedade sobre a importância do tema e, consequentemente, fortalecer o setor para transformar essa realidade.

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Com mais de 50 opções de serviços gerais, startup Triider movimenta cerca de R﹩ 5 milhões no setor

O setor da construção civil é considerado uma das atividades essenciais para a economia, movimentando mais de R﹩ 225 bilhões ao ano. Com 136 mil lojas de materiais de construção em todo o país, o mercado conta com 4,6 milhões de profissionais de obra no Brasil. Para potencializar a qualidade e eficiência dos serviços prestados aos consumidores, surgiu o Triider , plataforma de serviços de manutenção e reforma que conecta clientes com profissionais especializados.

A startup Triider, um marketplace de serviços gerais, apostou na crescente demanda do setor e criou uma plataforma que conecta clientes com profissionais especializados em diversas áreas como elétrica, pintura, hidráulica, instaladores, marido de aluguel, assistencia técnica, entre outros serviços. Desde a sua criação em 2016, o Triider já realizou mais de 40 mil operações em importantes regiões do Sul do Brasil. Atualmente, a startup expandiu suas operações em capitais como Curitiba, São Paulo, Belo Horizonte e Brasília.

Criada a partir da dificuldade de quatro sócios de encontrar bons profissionais para serviços de manutenção em geral, o Triider começou sua operação em Porto Alegre e Canoas, no Rio Grande do Sul. Em outubro de 2020, foi adquirida pela joint venture da Votorantim Cimentos, Gerdau e Tigre, a Juntos Somos Mais. Com um importante investimento este ano, o Triider pretende fechar 2020 com mais 70 novos colaboradores que vão apoiar o forte processo de expansão e consolidação da plataforma em todo o país.

Com um processo full-stack, o Triider se diferencia por ser a primeira plataforma a acompanhar o serviço do início ao fim, intermediando todas as etapas desde o orçamento, realização do serviço, garantia e até o pagamento. Desta forma, nem o cliente, nem o profissional ficam desassistidos em nenhum momento e o processo flui de maneira mais estruturada, evitando desentendimentos e transtornos.

“O Triider surgiu para facilitar essas atividades, garantindo a segurança e agilidade dos serviços de reparo e manutenção em geral. A nossa proposta é de disrupção dos serviços do setor, proporcionando melhorias para o cliente e o profissional”, conta Juliano Murlick, CEO do Triider. A empresa ainda se encarrega de regular a oferta e a demanda nas regiões, de forma que haja um equilíbrio entre a quantidade de pedidos de orçamentos e profissionais na plataforma, gerando assim oportunidades iguais para todos os prestadores sem que falte mão de obra para atender os consumidores.

A plataforma conta com atendimento humanizado 24×7, em que o cliente pode explicar sua dor e os especialistas o direcionam para o profissional ideal, sempre intermediando os contatos e resolvendo questões pontuais. “A nossa proposta de valor beneficia tanto o cliente, que conta com garantia de serviço, suporte 24h do nosso time e toda a facilidade de um processo full stack, quanto o profissional, através da recorrência de serviços e garantia de pagamento.” completa Murlick.

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Sienge lança plataforma com integração BIM na Feiconnect Live

Sienge, solução líder no País em gestão na área de construção civil, acaba de lançar uma integração BIM com recursos inéditos. A funcionalidade Sienge BIM possibilita aos clientes integrar projetos diretamente a partir do ambiente do Revit, da Autodesk. Com isso, a integração proporciona um ganho de até 40% no tempo de orçamentação dos projetos para incorporadoras e construtoras.

Com a integração Sienge BIM o cliente não precisa manipular arquivos entre o Revit e o Sienge Plataforma. Afinal, a integração é total e as alterações são refletidas em tempo real entre os sistemas.

“Estruturamos o Sienge BIM para que ele facilite a vida do nosso cliente e aumente sua produtividade. Agimos rápido, contratamos profissionais e investimos em tecnologia para possibilitar a integração no Sienge Plataforma. Foi um sucesso e já estamos em conversa com a Autodesk para disponibilizar nossa integração dentro da sua loja, homologando o Sienge como uma integração oficial”, comenta Giseli Anversa, Lead Product Manager, do Sienge.

O lançamento do Sienge BIM será feito durante a Feiconnect Live, a ser realizada durante os dias 17 e 18 de novembro, pelo site da Feicon. O evento vai contar com palestras da Giseli Anversa em ambos os dias:

• 3º Seminário BIM e a Indústria de Materiais de Construção Avanços nas iniciativas de BIM do Governo – dia 17 e 18, das 15h40 às 16h40;

Para se inscrever e de forma gratuita, acesse o Site da Feicon. Já para saber mais sobre a nova integração Sienge, acesse www.sienge.com.br.

Feiconnect Live
Data: de 17 e 18 de novembro
Horário: das 15h40 às 16h40;
Inscrições:https://www.feicon.com.br/pt-br/feiconnect-club/feiconnect-live.html

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Indústria de materiais de construção continua recuperação

A ABRAMAT (Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção) divulga nessa quinta-feira, 12, a nova edição da sua pesquisa Índice, elaborada pela FGV com dados do IBGE, apresentando os dados de faturamento do setor. A associação projeta crescimento do setor em outubro e revisa os dados publicados em setembro, confirmando crescimento acima do esperado.

O Índice da ABRAMAT indica que em outubro de 2020 a indústria de materiais de construção teve faturamento 3,4% maior do que o registrado em setembro. O resultado representa um crescimento de 14,5% em relação a outubro de 2019. No acumulado dos últimos 12 meses, o setor registra retração de 2,1% no faturamento deflacionado.

A nova edição da pesquisa também aponta os dados consolidados de setembro de 2020. No período, a indústria de materiais de construção teve faturamento 10,2% maior que o observado em setembro de 2019. O resultado revisado aponta crescimento de 11,22% do segmento de materiais básicos e 8,9% dos materiais de acabamento em relação ao mesmo período do ano anterior.

“O resultado revisado de setembro ficou acima do que havia sido estimado pelo modelo da FGV, reforçando a tendência de recuperação de resultados do setor iniciada em maio. Os resultados estimados para o mês de outubro refletem os efeitos positivos da flexibilização crescente das atividades e consequente recuperação gradual da economia brasileira, porém é necessária cautela sobre estimativas em relação à evolução do cenário econômico interno e externo para os próximos meses”, comenta Rodrigo Navarro, presidente da ABRAMAT. A associação mantém a projeção para 2020 que aponta queda de 2,8% no faturamento do setor em relação a 2019.

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Tecnologia é aliada na redução de desperdício de materiais na construção civil

Combater o desperdício de materiais na construção civil é considerado por muitos um dos maiores desafios do setor. Por isso, com o intuito de auxiliar na busca por soluções que levem a este objetivo, o Concrete Show Experience promove o debate a respeito desta questão em um evento que reunirá a cadeia produtiva do cimento, do concreto e da indústria da construção civil em uma plataforma 100% virtual, de 10 a 12 de novembro.

O tópico vem à tona no terceiro dia de evento (12), às 11 horas, com a palestra do engenheiro civil Eduardo Damião, especialista de desenvolvimento tecnológico da Tecnisa, uma das maiores construtoras e incorporadoras imobiliárias do país. Damião abordará o assunto na palestra “Como diminuir o desperdício de concreto com o uso da tecnologia”.

“Por ser um tema já conhecido, meu intuito é provocar o setor, questionando o porquê de ainda termos que falar sobre desperdício de concreto na construção civil. Sabemos que este é um problema que ocorre há mais de 20 anos no setor. Mas, por qual razão isso ainda não mudou? Já contamos com tecnologias disponíveis no mercado que podem ajudar a combater essa questão e a trazer mais eficiência e produtividade. Então, por qual motivo não as utilizamos ainda?”, questiona.

O especialista aponta algumas tecnologias que podem solucionar este desafio. “Uma delas são sensores que vão dentro dos balões dos caminhões betoneiras, que ajudam a identificar o volume exato de concreto que realmente está sendo transportado, já que, muitas vezes, nem os fornecedores e nem as construtoras sabem, de fato, quantos metros cúbicos do material existem lá, o que distorce os indicadores e colabora para o desperdício”, diz.

Outra inovação que o mercado dispõe e, segundo ele, pode ser mais utilizada são os projetos estruturais feitos com base na tecnologia BIM (Building Information Modeling ou Modelagem de Informações da Construção, em tradução literal), que permite a criação de um ou mais modelos virtuais de uma construção, oferecendo suporte ao projeto ao longo de todas as fases. “Com este recurso, somos capazes de analisar dados de forma mais precisa, evitando assim erros de cálculos que possam prejudicar os indicadores mais para frente”, acrescenta.

Para finalizar, Damião comenta ainda que, além dessas tecnologias, há muitas outras que podem ser desenvolvidas para aprimorar ainda mais o setor. “Por exemplo, já está mais do que na hora de desenvolvermos uma plataforma para conectar os fornecedores e as construtoras em um mesmo sistema, de forma a garantir mais transparência aos processos de fornecimento de concreto, permitindo às construtoras total visibilidade sobre as informações de concretagem que, de fato, foram para as respectivas obras. Na prática, isso é algo que não existe ainda, mas temos plena capacidade de elaborar alguma coisa do tipo para não ficarmos discutindo perda de concreto pelos próximos 20 anos também”, completa.


Concrete Show Xperience
Data: 10 a 12 de novembro.
Inscrições: www.concreteshow.com.br/pt/Concrete-Show-Xperience

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Gerdau adquire participação na empresa Brasil ao Cubo

A Gerdau anuncia o investimento na participação de um terço na construtech Brasil ao Cubo, pelo valor de R$ 60 milhões. Os outros dois terços pertencem, em sua maioria, aos sócios-fundadores da empresa. Após o recente lançamento da aceleradora de startups Ventures Gerdau, esta transação é mais um avanço da Gerdau Next em novos negócios e insere-se na estratégia de longo prazo da produtora de aço de desenvolvimento de um portfólio diversificado de novos produtos e negócios.

Com a participação na construtech, a Gerdau avança em sua tese de inovação do futuro da construção, no qual a companhia propõe contribuir com a redução de uma lacuna relevante de produtividade na indústria da construção, por meio da adoção de novos métodos e tecnologias. Desenvolvida pela Brasil ao Cubo, a técnica de construção modular off-site permite entregar obras em caráter definitivo e com velocidade quatro vezes maior que um projeto comum, resultando na redução de desperdícios e dos custos e, também, do melhor aproveitamento de espaços.

“Esse é um movimento estratégico para o futuro da Gerdau. Estamos em busca de novos negócios para que em um futuro breve possamos atingir nosso objetivo de termos 20% das receitas da Gerdau provenientes de novos negócios relacionados à cadeia do aço e adjacentes. No início deste ano, a Brasil ao Cubo uniu-se à Gerdau e outras empresas parceiras para construir dois hospitais dedicados ao combate à Covid-19 nas cidades de São Paulo e Porto Alegre, com mais de 160 leitos que ficam de legado à população. A construção do hospital na capital gaúcha, em 30 dias, foi um recorde na história da construção hospitalar no Brasil. Reforçamos o compromisso de aumentar a geração de valor para nossos clientes e de ter um papel ativo na oferta de soluções e produtos inovadores para as cadeias em que estamos presentes. “No início deste ano, a Brasil ao Cubo uniu-se à Gerdau e outras empresas parceiras para construir dois hospitais dedicados ao combate à Covid-19 nas cidades de São Paulo e Porto Alegre, com mais de 160 leitos que ficam de legado à população. A construção do hospital na capital gaúcha, em 30 dias, foi um recorde na história da construção hospitalar no Brasil. Reforçamos o compromisso de aumentar a geração de valor para nossos clientes e de ter um papel ativo na oferta de soluções e produtos inovadores para as cadeias em que estamos presentes”, afirma Gustavo Werneck, diretor-presidente (CEO) da Gerdau.

“A participação da Gerdau na Brasil ao Cubo dará celeridade ao desenvolvimento do setor da construção metálica, que hoje ainda representa uma pequena parcela do mercado de construção civil no País. Acreditamos muito no potencial desta construtech, na capacidade de inovação e realização dos seus empreendedores, propondo constantemente soluções mais eficientes e sustentáveis. Já tendo realizado mais de 150 obras desde a sua fundação, a Brasil ao Cubo vem crescendo exponencialmente, com robustez em seus resultados financeiros. Seguiremos fomentando iniciativas de inovação aberta a partir de aproximação com startups e parcerias com empresas que propõem soluções para os desafios vivenciados pela indústria da construção”, afirma Juliano Prado, vice-presidente da Gerdau e responsável pela Gerdau Next.

“Estamos muito contentes com a chegada da Gerdau. Além da parceria que agrega muito em sinergias e gestão de negócio, iremos avançar com nosso plano de expansão, que inclui a construção de um novo e estratégico parque fabril, aumentando a capacidade produtiva da Brasil ao Cubo. As novas instalações, alinhadas aos conceitos de sustentabilidade, Indústria 4.0 e automatização, nos permitirão atender grande parte do mercado de construção modular no País, hoje estimado em cerca de R$ 150 bilhões, com a perspectiva de dobrarmos o nosso faturamento em 2021”, diz Ricardo Mateus, fundador e CEO da Brasil ao Cubo.

Parceria virtuosa

A estratégia de inovação da Gerdau incentiva a busca por novas parcerias, o que levou a empresa a criar, com o apoio de outras instituições, programas de aceleração e incubação de startups do ecossistema da construção civil, com o objetivo de fomentar o empreendedorismo, reforçar seu propósito – empoderar pessoas que constroem o futuro – e acompanhar de perto as principais tendências do mercado da construção.

Em setembro, a Gerdau Next lançou sua própria aceleradora de startups, a Ventures Gerdau, cujo primeiro lote, realizado em outubro, teve foco em empreendedorismo na indústria da construção civil, conectando a companhia aos principais ecossistemas globais de inovação e construtechs. Mais de 230 empresas se inscreveram no programa seletivo da Ventures Gerdau.

Durante um programa de aceleração da Gerdau realizado em 2019, a produtora de aço teve a oportunidade de contribuir para o desenvolvimento do modelo de negócio da Brasil ao Cubo. Em meio ao processo de aceleração, a construtech registrou aumento expressivo em seu faturamento (40 vezes). Atualmente, a Brasil ao Cubo conta com 300 colaboradores e possui sede em Tubarão (SC), onde está localizado seu parque fabril.

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