Fintech brasileira para condomínios recebe aporte para expansão e auxiliar ainda mais moradores

Fintech brasileira para condomínios recebe aporte para expansão e auxiliar ainda mais moradores

Estima-se que quase 10% da população brasileira moram nos mais de 6,15 milhões de condomínios de apartamentos em todo o país. Os condomínios têm sido cada vez mais procurados não apenas pela maior sensação de segurança, mas também pelo lazer que ele oferece.

A maior parte dos condomínios de apartamentos, mais comuns nas capitais, e de casas, acabam oferecendo itens de entretenimento e lazer dignos de clubes: piscinas aquecidas, playgrounds para as crianças, academias de ginástica, muito procuradas durante esse período de pandemia, e até mesmo salas de cinema, no qual o morador pode reservar com antecedência para assistir aquele filme com os familiares e amigos.

É aí que a startup paulistana, que nasceu em 2017, ajuda tanto os condomínios quanto os moradores, por facilitar o processo de pagamento de taxas condominiais para moradores dos condomínios parceiros. “Após fechada a parceria com o condomínio, os moradores podem cadastrar seus cartões de crédito como forma de pagamento da taxa condominial mensal. Dessa forma evitam o esquecimento de pagar o boleto e também ganham suas milhas no cartão de crédito. É um ganha ganha para todos.” explica Acácio Carvalho, fundador da plataforma.

E não são apenas os moradores que ganham com essa solução, os administradores e síndicos dos condomínios também têm sua vida facilitada. Com o serviço, a startup PagCondomínio acaba reduzindo em até 15% a inadimplência dos condôminos, além de fornecer ferramentas mais ágeis para sua administração financeira e maior previsibilidade do fluxo de caixa.

A captação foi liderada pelo fundo da Goldstreet Venture Capital, um fundo de investimento em empresas de impacto social de acordo com as diretrizes da ONU ( Organização das Nações Unidas) e pela empresa O Board, que auxilia investidores e startups a fazerem negócios mais seguros e sustentáveis.

Segundo Gustavo Ipolito Jr., CEO do fundo, “…o investimento na Pag Condomínio serviu para medirmos o apetite do mercado para iniciativas desse tipo e foi recebido com bons olhos, uma vez que esse mercado movimenta cerca de R﹩ 65 bilhões de reais anualmente. Essa startup também abre novas possibilidades e influencia positivamente a vida das pessoas, mesmo que de forma inicialmente pequena, e esse é um dos principais objetivos da nossa empresa.”

Essa segunda captação de recursos foi apenas o início para algo maior. “Nossa empresa é uma das sócias da Pag Condomínio desde antes do início da pandemia, pois acreditamos no potencial do setor, da empresa e do próprio Acácio (fundador). Além de estarmos em diversos condomínios, já estamos em conversas avançadas com quase 50 mil outros condomínios que querem implementar a solução. Os administradores e síndicos estão vendo a plataforma como um jeito de reduzir seus riscos financeiros, principalmente com essa crise econômica advinda da pandemia do coronavírus. E além disso, já temos engatilhado algumas outras ferramentas para ajudar ainda mais condomínios e moradores.” completam Ricardo Voltan e Luiz Fernando, sócios executivos do Board e conselheiros da startup.

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