Os Fundos Imobiliários em tempos de crise: saiba a diferença entre fundos de tijolo x fundos de papel

Os Fundos Imobiliários em tempos de crise: saiba a diferença entre fundos de tijolo x fundos de papel

Em 2019, novos investidores escolheram os Fundos Imobiliários (FIIs) como opção para rentabilizar seu capital. O segmento colecionou um recorde: o volume de novas emissões foi o maior da história, com R﹩ 32,5 bilhões captados até novembro, segundo dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). De lá para cá, tivemos uma grande mudança de cenário: ninguém suspeitaria que antes do final do primeiro trimestre de 2020, estaríamos vivendo uma pandemia mundial que impactaria todos os aspectos de nossas vidas, incluindo o financeiro. 

Tal momento pede cautela – “A recomendação é moderação. Os investidores devem ficar atentos ao que está acontecendo no cenário global e local, pensar em um rebalanceamento de carteiras pode ser útil. Mas é bom enfatizar que é preciso olhar a longo prazo, ter em mente que retornos rápidos não virão tão cedo”, afirma Diego Siqueira, CEO da TG Core. Enquanto não sabemos ao certo como será o cenário econômico daqui para a frente, estudar e se preparar para investir melhor é uma das medidas adotadas pelos investidores durante essa quarentena. 

Fundos de Tijolos x Fundos de Papéis 

Se tratando dos FIIs, eles podem ser divididos em dois tipos: os chamados fundos de tijolo e os fundos de papel. “Podemos dizer que os fundos de tijolo são representados pelos imóveis físicos, que possuem CEP. Eles podem gerar renda constante a partir de aluguéis ou também da sua venda. Já fundos de papel atuam especialmente em recebíveis imobiliários: os CRI (Certificados de Recebíveis Imobiliários) e os LCI (Letras de Crédito Imobiliário) são os mais conhecidos e utilizados”, explica Diego Siqueira. 

Portanto, os fundos de tijolos são os empreendimentos físicos como escritórios, shopping centers, faculdades, galpões e armazéns, enquanto os fundos de papel são investimentos em títulos financeiros ligados ao mercado imobiliário, que geram lucro a partir dos juros e dividendos pagos por esses título, ou mesmo da venda deles. 

“Para quem deseja começar a investir oudiversificarambos os fundos são boas opções, ainda que não enxerguemos um cenário positivo agora, os FIIs já mostraram sua capacidade de rendimento ao superar o Ibovespa no ano passado, quando o balanço da B3mostrou o índice IFIX no topo, com retorno de 35,98% e o Ibovespa, em segundo lugar, com 31,58%” comenta o CEO da TGCore.Portanto, ainda que o risco tenha se intensificado nos últimos dias, afetando o desempenho dos mercados ao redor do mundo,ainda existem bons fundamentos para os ativos imobiliários no Brasil. 

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