Preço do aluguel acumula alta de 0,77% no 1º semestre

Preço do aluguel acumula alta de 0,77% no 1º semestre

Variação do Índice FipeZap de Locação Residencial foi inferior à inflação medida pelo IPCA (+3,77%)
e pelo IGP-M (+15,08%)


■ Análise do último mês: o Índice FipeZap de Locação Residencial, que acompanha o comportamento do preço médio de imóveis residenciais, encerrou o mês de junho com estabilidade, após avançar 0,11% em maio. Comparativamente, a variação mensal do índice foi inferior às altas mensais apuradas pelo IPCA/IBGE (+0,53%) e pelo IGP-M/FGV (+0,60%), resultando em uma queda real do preço médio do aluguel residencial. Individualmente, a estabilidade do Índice FipeZap de Locação Residencial refletiu o contraste entre as altas registradas em: Goiânia (+1,14%), Fortaleza (+0,82%), Curitiba (+0,75%), Brasília (+0,68%), Florianópolis (+0,31%), Recife (+0,28%), Salvador (+0,19%) e Belo Horizonte (+0,19%), de um lado; e os recuos em: São Paulo (-0,49%), Rio de Janeiro (-0,15%) e Porto Alegre (-0,06%), de outro.

■ Balanço parcial de 2021: ao final do 1º semestre, o Índice FipeZap de Locação Residencial acumula uma alta de 0,77%, resultado que mantém o comportamento do preço do aluguel de imóveis residenciais abaixo da inflação medida pelo IPCA/IBGE (+3,77%) e pelo IGP-M/FGV (+15,08%) nesse período. O avanço do índice em 2021 é impulsionado pela variação do preço do aluguel em capitais como: Curitiba (+7,12%), Florianópolis (+3,78%), Recife (+3,48%), Brasília (+3,27%), Salvador (+2,96%), Belo Horizonte (+2,94%), Rio de Janeiro (+0,77%) e Fortaleza (+0,59%). Em Porto Alegre (-2,58%), São Paulo (-1,91%), e Goiânia (-0,89%), os preços recuaram no 1º semestre.

■ Análise do acumulado em 12 meses: o Índice FipeZap de Locação Residencial registra ligeira alta no horizonte dos últimos 12 meses (+0,11%), inferior à variação dos preços apurada pelo IPCA/IBGE (+8,35%) e pelo IGP-M/FGV (+35,75%) no mesmo horizonte temporal. Individualmente, à exceção de São Paulo e de Porto Alegre, onde foram registrados recuos de 4,76% e 3,10no preço médio do aluguel, respectivamente, as demais capitais monitoradas apresentam variações positivas no recorte dos últimos 12 meses, ordenadas da maior à menor variação da seguinte forma: Recife (+6,12%), Goiânia (+4,93%), Curitiba (+3,91%), Salvador (+3,47%), Brasília (+3,32%), Belo Horizonte (+2,28%), Rio de Janeiro (+1,55%), Fortaleza (+1,21%) e Florianópolis (+0,63%).

■ Preço médio de locação residencial: com base em dados de todas as 25 cidades monitoradas pelo Índice FipeZap de Locação Residencial, o preço médio do aluguel do segmento encerrou o mês de junho em R$ 30,68/m². Entre as 11 capitais monitoradas, São Paulo se manteve como a capital com o preço mais elevado (R$ 39,36/m²), seguida pelos valores médios registrados em Brasília (R$ 33,38/m²), Recife (R$ 32,77/m²) e Rio de Janeiro (R$ 31,41/m²). Já entre as capitais monitoradas com menor valor de locação residencial, vale mencionar: Fortaleza (R$ 17,47/m²), Goiânia (R$ 18,65/m²), Curitiba (R$ 22,24/m²) e Porto Alegre (R$ 24,23/m²).

■ Rentabilidade do aluguel: a razão entre o preço médio de locação e o preço médio de venda dos imóveis é uma medida de rentabilidade (rental yield) para o investidor que opta em adquirir o imóvel com a finalidade de obter renda com aluguel. Nesse sentido, o indicador pode ser utilizado para avaliar a atratividade do mercado imobiliário em relação a outras opções disponíveis aos investidores a cada momento do tempo. Ao longo dos últimos meses de 2021 , o retorno médio do aluguel residencial (anualizado) permaneceu praticamente estável, encerrando junho em 4,64% ao ano – taxa que supera a rentabilidade média projetada para aplicações financeiras de referência no mesmo período.

Nota (*): os preços considerados se referem a anúncios para novos aluguéis. O Índice FipeZap não incorpora em seu cálculo a correção dos aluguéis vigentes, cujos valores são reajustados periodicamente de acordo com o especificado em contrato. Como resultado, o Índice FipeZap de Locação Residencial capta de forma mais dinâmica a evolução da oferta e da demanda por moradia ao longo do tempo.

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