Procura por financiamento imobiliário aumenta mais de 49% em janeiro, aponta levantamento

Procura por financiamento imobiliário aumenta mais de 49% em janeiro, aponta levantamento

Os últimos meses têm representado o melhor período, em muitos anos, para quem deseja adquirir um imóvel. Com a Selic em sua mínima histórica, a 2% desde agosto, os custos para financiamento imobiliário caíram consideravelmente. Segundo levantamento da CrediHome, fintech de crédito imobiliário, a demanda por financiamento imobiliário em sua plataforma teve um crescimento de 49,7% de dezembro para janeiro. Se comparado a janeiro do ano passado, o aumento foi ainda maior, passando para 374,2%. 

A pesquisa foi feita com base nos leads da empresa, ou seja, pessoas que manifestaram interesse na compra, mas ainda não finalizaram a assinatura. Em relação aos contratos fechados, o crescimento de dezembro para janeiro foi de 6,7%. De janeiro de 2020 para janeiro de 2021 o aumento representou 196,2%.

Embora exista uma previsão de aumento na taxa básica de juros pelo mercado até o fim do ano, a expectativa de aquecimento no mercado imobiliário deve permanecer nos próximos meses. De acordo com  o CEO da empresa, Bruno Gama, as perspectivas do setor são positivas mesmo com os desafios econômicos. “Apesar dos desafios e inseguranças em relação à economia, o setor como um todo está otimista para 2021 e o principal motor disso é a baixa da taxa de juros básica. Nós esperamos que a Selic possa flutuar sim, mas ela ainda vai se manter num patamar baixo”, explica Gama.

Essa projeção de manter a Selic ainda estável vai permitir que todo o setor do mercado possa se favorecer, de acordo com o CEO. “Esse movimento permite que todo o setor se beneficie, incluindo incorporadoras, construtoras, imobiliárias e o cliente final que tem um crédito mais acessível para o financiamento imobiliário. A capacidade de compra do cliente aumentou muito com os juros baixos, um mesmo financiamento de  2 ou 3 anos atrás agora cabe no bolso dele. Além disso, a mudança do mindset das pessoas em relação ao morar também vai continuar, muitos têm procurado sair de capitais ou centros urbanos para ir até locais mais tranquilos, como litoral ou campo, o que impulsiona mais ainda o desejo de comprar uma casa nova” completa. 

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