Reabilitação de áreas contaminadas abrirá oportunidades imobiliárias

Reabilitação de áreas contaminadas abrirá oportunidades imobiliárias

junho 8, 2021 Comentários desativados em Reabilitação de áreas contaminadas abrirá oportunidades imobiliárias By admin

Levantamento promovido pela Ramboll Brasil, braço nacional de uma das maiores consultorias ambientais do mundo, com base no Relatório de Áreas Contaminadas e Reabilitadas da CETESB, revelou que a descontaminação e a reabilitação de locais contaminados podem abrir um novo caminho para o setor imobiliário paulista. Nesse cenário, merecem destaque o bairro de Jurubatuba (entre Interlagos e Santo Amaro) em São Paulo, e os municípios de Guarulhos, Santo André, São Bernardo, São Caetano do Sul, Mauá e Diadema, na Região Metropolitana.

Segundo o relatório, emitido em dezembro de 2020, o Estado de São Paulo possui 6.434 áreas cadastradas pela CETESB como Áreas Contaminadas e Reabilitadas dos quais 55% são localizados na Região Metropolitana. Cerca de 70% das áreas contaminadas ou reabilitadas, em todo Estado, são postos de combustível e 20% são áreas industriais.

“Em 16% dos casos, são áreas nas quais ocorreu ou está sendo planejada a reutilização, com mudança de uso tipicamente de industrial para residencial ou comercial. Em muitos casos, estas antigas áreas industriais possuem grande vocação residencial, de tal forma que o potencial imobiliário é um incentivo financeiro para a reabilitação destes locais degradados”, explica Gerd Van den Daele, Líder em investigação e remediação ambiental na Ramboll Brasil.

Contudo, conforme destaca Van den Daele, é importante que essa descontaminação seja feita de forma correta, para não trazer riscos futuros para as pessoas e meio ambiente. “Essas áreas foram contaminadas por uma grande variedade de produtos, como combustíveis, compostos aromáticos, solventes halogenados, metais, metano, entre outros. Para descontaminar esses locais, é necessário que se usem tecnologias adequadas e com foco em sustentabilidade, com um balanço entre os aspectos ambientais, sociais e econômicos”, explica.

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