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Tecnologia é aliada na redução de desperdício de materiais na construção civil

Combater o desperdício de materiais na construção civil é considerado por muitos um dos maiores desafios do setor. Por isso, com o intuito de auxiliar na busca por soluções que levem a este objetivo, o Concrete Show Experience promove o debate a respeito desta questão em um evento que reunirá a cadeia produtiva do cimento, do concreto e da indústria da construção civil em uma plataforma 100% virtual, de 10 a 12 de novembro.

O tópico vem à tona no terceiro dia de evento (12), às 11 horas, com a palestra do engenheiro civil Eduardo Damião, especialista de desenvolvimento tecnológico da Tecnisa, uma das maiores construtoras e incorporadoras imobiliárias do país. Damião abordará o assunto na palestra “Como diminuir o desperdício de concreto com o uso da tecnologia”.

“Por ser um tema já conhecido, meu intuito é provocar o setor, questionando o porquê de ainda termos que falar sobre desperdício de concreto na construção civil. Sabemos que este é um problema que ocorre há mais de 20 anos no setor. Mas, por qual razão isso ainda não mudou? Já contamos com tecnologias disponíveis no mercado que podem ajudar a combater essa questão e a trazer mais eficiência e produtividade. Então, por qual motivo não as utilizamos ainda?”, questiona.

O especialista aponta algumas tecnologias que podem solucionar este desafio. “Uma delas são sensores que vão dentro dos balões dos caminhões betoneiras, que ajudam a identificar o volume exato de concreto que realmente está sendo transportado, já que, muitas vezes, nem os fornecedores e nem as construtoras sabem, de fato, quantos metros cúbicos do material existem lá, o que distorce os indicadores e colabora para o desperdício”, diz.

Outra inovação que o mercado dispõe e, segundo ele, pode ser mais utilizada são os projetos estruturais feitos com base na tecnologia BIM (Building Information Modeling ou Modelagem de Informações da Construção, em tradução literal), que permite a criação de um ou mais modelos virtuais de uma construção, oferecendo suporte ao projeto ao longo de todas as fases. “Com este recurso, somos capazes de analisar dados de forma mais precisa, evitando assim erros de cálculos que possam prejudicar os indicadores mais para frente”, acrescenta.

Para finalizar, Damião comenta ainda que, além dessas tecnologias, há muitas outras que podem ser desenvolvidas para aprimorar ainda mais o setor. “Por exemplo, já está mais do que na hora de desenvolvermos uma plataforma para conectar os fornecedores e as construtoras em um mesmo sistema, de forma a garantir mais transparência aos processos de fornecimento de concreto, permitindo às construtoras total visibilidade sobre as informações de concretagem que, de fato, foram para as respectivas obras. Na prática, isso é algo que não existe ainda, mas temos plena capacidade de elaborar alguma coisa do tipo para não ficarmos discutindo perda de concreto pelos próximos 20 anos também”, completa.


Concrete Show Xperience
Data: 10 a 12 de novembro.
Inscrições: www.concreteshow.com.br/pt/Concrete-Show-Xperience

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Produção de casas com impressão 3D será uma realidade, mas no longo prazo

Nos últimos anos houve um rápido aumento no interesse por parte da indústria da construção e da cadeia de concreto pela manufatura aditiva que significa a criação de objetos sólidos a partir de modelos digitais com a impressão tridimensional (3D). Isso está ligado à uma tendência: a de repensar a maneira de construir com técnicas que possibilitem ganhos de eficiência e produtividade, redução de custos e prazos e a sustentabilidade.

O professor do departamento de Construção Civil da Universidade de São Paulo (USP), Rafael Pileggi, explica que a contribuição direta das abordagens de impressão 3D em moradias é uma inovação investigada em todo o mundo. Porém, é um processo ainda na fase da ‘infância’ e há um longo caminho a percorrer para que o modelo seja viável para ser utilizado em larga escala na linha de produção habitações populares de baixo custo.

“A evolução da impressão 3D na construção é uma discussão que acontece a nível mundial e que tem avançado em países como a Dinamarca, Holanda, China e França. Podemos fazer uma comparação com a descoberta da internet ou o uso de computadores, sabíamos do grande potencial que existia, mas foi necessário um longo período de aprendizado e desenvolvimento para chegar onde estamos hoje”, diz Pileggi.

Ele destaca que neste contexto da manufatura aditiva voltada para a construção, o que já é uma realidade são as técnicas de impressão 3D de componentes.”Um exemplo é a impressão 3D direta de fôrmas que são utilizadas para a concretagem. A tecnologia permite uma customização maior da fôrma, o que é vantagem técnica/econômica sob a ótica do design arquitetônico e da redução no consumo de materiais”. O professor ressalta ainda que “a tecnologia é, sem dúvida, disruptiva e será amplamente experimentada no Brasil e no mundo”.

O professor Rafael Pileggi é um dos convidados do evento online Concrete Show Xperience, que acontece de 10 a 12 de novembro. Ele e os engenheiros civis, Allynson Xavier e Iago Felipe da Silva- responsáveis pela construção da primeira casa usando a impressora 3D no Brasil – apresentação um painel para debater as oportunidades e os desafios da tecnologia 3D no setor da construção.

Projeto construiu a 1ª casa do Brasil com impressão 3D

O projeto desenvolvido pelos engenheiros civis Allynson Xavier e Iago Felipe da Silva, que são vinculados à Universidade Potiguar (UnP) – sob a orientação do professor-doutor André Felipe Oliveira de Azevedo Dantas – foi o primeiro caso de sucesso do uso de impressão 3D na construção de uma casa no município de Macaíba, no Rio Grande do Norte. O projeto começou a ser preparado em 2017 e foi concluído em julho deste ano.

Segundo os engenheiros a inspiração para o projeto veio de da empresa chinesa Win Sun e da russa Apis Cor, especializadas na impressão 3D em concreto. A casa cobre uma área de 66 m² e levou 48 horas em tempo de impressão para ficar pronta. Já o custo por m² para construir as paredes da casa ficou em torno de 30 reais. “A nossa previsão é reduzir em até 50% esse valor e temos planos colocar essa tecnologia no mercado da construção civil para construir mais casas e mostrar sua escalabilidade”, diz Xavier.

Os engenheiros explicaram que a estrutura de impressão (impressora) em escala real tem uma área de 3 metros de altura, 7,6 metros de largura por 12 de comprimento, com a possibilidade de ajustes para um comprimento maior. Ao longo do projeto foram realizados diversos ajustes na impressora e nos testes para atingir a composição correta do concreto para o bombeado e cura.

Como participar? O Concrete Show Xperience será realizado integralmente online em uma plataforma com o mesmo nome, desenvolvida para oferecer conteúdo exclusivo – com uma série de apresentações e transmissões ao vivo – e a possibilidade de interação entre os participantes com o objetivo de incentivar a geração de novos negócios. A participação é gratuita e as inscrições podem ser realizadas no site: www.concreteshow.com.br/pt/Concrete-Show-Xperience

Concrete Show Xperience
Data: 10 a 12 de novembro.
Inscrições:www.concreteshow.com.br/pt/Concrete-Show-Xperience

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