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Aluguel em Curitiba sobe acima da inflação, segundo Imovelweb

O preço médio do aluguel em Curitiba ficou em R$ 1.205/mês, o que representa um aumento de 0,5% em relação a agosto. O valor é referente a um apartamento padrão (65m², 2 dormitórios e 1 vaga de garagem) e acumula variação positiva de 1,4% em 2020. Nos últimos 12 meses o preço do aluguel subiu 5.5%, o que significa um aumento real (acima do IPCA-15) de 2.8 pontos percentuais. Os dados fazem parte de um relatório elaborado pelo Imovelweb, um dos maiores portais imobiliários do País.

Entre setembro de 2019 e setembro de 2020, os bairros que registraram as maiores desvalorizações foram Alto da Rua XV (R$ 1.332/mês), Tarumã (R$ 1.425/mês) e Jardim Botânico (R$ 1.200), com queda de 19,5%, 15,7% e 9,5%.

Já os que mais se valorizaram foram Santo Inácio (R$ 2.069/mês), Bom Retiro (R$ 1.627/mês) e Capão da Imbuia (R$ 1.533/mês), com aumento de 19,9%, 19,4% e 19,2%.

Segundo os dados do Imovelweb, os aluguéis mais baratos e mais caros foram registrados nos bairros abaixo:


Mais baratos (mensal)
Variação mensalVariação Anual
Tatuquara (Pinheirinho)R$ 873-2,7%3,6%
Barreirinha (Boa Vista)R$ 8921,8%-2,1%
Campo de Santana (Pinheirinho)R$ 9124,9%17%
Mais caros (mensal)Variação mensalVariação Anual
Prado Velho (Matriz)R$ 1.8621.6%4.4%
Centro Cívico (Matriz)R$ 1.8662.6%13.9%
Santo Inácio (Santa Felicidade)R$ 2.0698.6%19.9%

Preço dos imóveis sobe 0.6% em setembro e aumento acumulado em um ano chega a 3.6%

Em 2020, os preços de venda subiram 2.9%, também superando a inflação. De acordo com o Imovelweb, em setembro de 2020 o valor médio do metro quadrado em Curitiba era de R$ 4.900, 0.6% a mais do que em agosto. Dessa forma, um imóvel padrão (65m², 2 dormitórios e 1 vaga de garagem) fica em torno de R$ 318.500.

Os bairros que mais valorizaram no último ano foram Pilarzinho (R$ 6.064/m²), com aumento de 17,8%; Capão da Imbuia (R$ 4.582/m²), com crescimento de 16,5%; e Cabral (R$ 7.919/m²), que cresceu 14,1%.

Já os que mais se desvalorizaram foram Parolin (R$ 3.971/m²), Butiatuvinha (R$ 4.213//m²) e São João (R$ 4.366), com decréscimo de 18.1%, 11,7% e 8%.

A tabela abaixo mostra onde o metro quadrado é mais caro e mais barato em Curitiba:


Mais baratos (m²)
Variação mensalVariação Anual
Cachoeira (Boa Vista)R$ 2.7990,3%-0,1%
Augusta (Cidade Industrial de Curitiba)R$ 2.8740,1%-1,7%
Campo de Santana (Pinheirinho)R$ 2.940-0,2%5,3%
Mais caros (m²)Variação mensalVariação Anual
Ahu (Matriz)R$ 8.740,1%7.3%
Juvevê (Matriz)R$ 8.3550,1%12.4%
Bateu (Matriz)R$ 9.591-0,3%12,3%

Quanto ao índice de rentabilidade calculado pelo Imovelweb, o aluguel anual está em torno de 4,6% do valor do imóvel. Isso significa que são necessários 21,5 anos de aluguel para pagar o investimento da compra, tempo 2,2% a menos que o registrado em setembro de 2019.


Mais rentáveis 
Variação no mês Variação no ano 
Lindóia 7,1% Queda Alta 
Sítio Cercado6,3% Alta Alta 
Capão da Imbuia  6,2% Estabilidade Alta 
Menos rentáveis Variação no mês Variação no ano 
Seminário 2,5% Estabilidade Queda 
Juvevê 2,6% Estabilidade Queda 
Capão Raso 2,8% EstabilidadeQueda 

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Transações imobiliárias em Curitiba registram aumento de 34% em meio à pandemia

O mercado imobiliário na capital paranaense registrou um aumento de 34% no volume de operações na comparação entre os meses de maio, quando se iniciou a flexibilização do isolamento social causado pela COVID-19, e julho deste ano. Em números absolutos, Curitiba registrou, de janeiro a julho de 2020, um total de 22.157 registros imobiliários, dos quais 14.518 foram por meio de escrituras de compra e venda.

Os índices de crescimento na capital podem ser observados a partir do mês de abril, no ápice da pandemia. Foram realizadas 2.452 operações imobiliárias em abril, 2.540 em maio, 3.209 em junho e, em julho, um salto de 3.415 transações, representando um aumento de 6,4%, se comparado com o mês de junho.

Os dados são do estudo de Indicadores do Registro Imobiliário, iniciativa que publica mensalmente dados do setor no Paraná a entes públicos e privados, e que é coordenado pela Associação dos Registradores de Imóveis do Paraná (Aripar), com suporte técnico da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) e apoio oficial do Ministério da Economia. No Paraná, integram a iniciativa, a capital Curitiba e o município de Maringá.

Os Indicadores do Registro Imobiliário também reuniram os números gerais de registros em Maringá, onde foram registradas de janeiro a julho de 2020, 6.542 operações. O município, que integra o projeto desde o ano passado, pontuou um crescimento de 17%, se somados os meses de junho e julho de 2020 e comparados com o mesmo período do ano passado. No total, foram registradas 2.112 operações em 2020 contra 1.797 em 2019. Na mesma comparação de meses, somente nos atos de compra e venda de imóveis, foram contabilizadas 1.764 operações em 2020 e 1.351 em 2019, demonstrando um salto de 30% nessa categoria.

Os resultados apresentados pelo estudo demonstram que juros baixos, facilitação dos procedimentos de registros e valorização de novos ambientes em razão da quarentena imposta pela pandemia da COVID-19 tem contribuído para que o mercado imobiliário reaqueça no Estado.

Disponível pelo portal www.registrodeimoveis.org.br, a Central de Serviços Imobiliários possibilita a realização de qualquer trâmite para registro de propriedades de forma online. Por meio desta plataforma é possível enviar documentos para registro de um imóvel, além de acessar uma série de serviços prestados pelos 200 Cartórios de Registro de Imóveis do Paraná, entre eles a visualização de matrículas (registros), pedidos de certidões, pesquisa de bens, e outras funcionalidades exclusivas.

A plataforma de serviços online também disponibiliza o serviço do Guichê de Certidões, ferramenta unificada que permite a solicitação de diversos documentos necessários para garantir uma compra e venda segura, sem a necessidade do cidadão se deslocar a diferentes órgãos para a obtenção de certidões.

De acordo com a presidente da Aripar, Mariana Carvalho Pozenato Martins, os dados apresentados pela Fipe demonstram que os registros das transações imobiliárias não pararam durante a pandemia de Covid-19. “Os serviços ofertados de maneira eletrônica também contribuem para que as operações sigam sendo realizadas no Paraná. Exemplo disso, está na ampla utilização da Central Registradores de Imóveis, que oferece um hall de serviços virtuais para todos os usuários”.

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Construtora Bidese confirma novas obras de casas e edifícios com foco no segmento de Alto Padrão

Depois de alguns anos de retração, a construção civil começa a mostrar sinais fortes de recuperação. Com a confirmação de novos lançamentos e início das obras, o setor confirma o otimismo já apontado pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Paraná (Sinduscon/PR). A previsão é de um aumento de 28% no número de empreendimentos no estado com a geração de mais de quatro mil postos de trabalho.

Um exemplo é a Construtora Bidese, que iniciou as obras do Edifício Beaumont, no bairro Água Verde. O prédio de Alto Padrão ocupará 8 andares que compreendem 22 apartamentos com 3 quartos, de 118 a 146 m² úteis e coberturas duplex luxuosas de 3 quartos, de 180 a 250 m² privativos.

“Decidimos investir porque percebemos o movimento positivo do mercado. Durante a crise, acabou ficando com um grande estoque das construtoras, o que gerou uma estagnação no volume de novos lançamentos. Mas, ao longo desse período, esse saldo vem diminuindo e a movimentação por produtos novos só cresce, com demandas das famílias que querem seu imóvel ou desejam trocar de apartamento”, analisa o diretor da Construtora Bidese, Thiago Bidese.

Os trabalhos no novo empreendimento já começaram e as etapas de contenções e fundações foram finalizadas. Além do início das obras, outro indicativo de aquecimento do setor são as vendas. “Fizemos o lançamento do empreendimento Beaumont e comercializamos 50% das unidades em menos de 180 dias, o que demonstra não apenas o nosso otimismo em construir, mas dos clientes em comprar”, complementa.

O cenário é confirmado pelo Sinduscon/PR que estima aumento de 40% nas vendas de imóveis na planta ou novos. Para os próximos anos, o empresário afirma que a perspectiva é ainda mais positiva e estima que o ciclo de reaceleração deve chegar no auge em até cinco anos. “A expectativa é de abertura de crédito junto aos bancos, o que acelera a viabilidade para nossos clientes. Eu vejo o cenário extremamente positivo, tanto para as construtoras como para o comprador, que tem a oportunidade de adquirir um imóvel na planta e ter uma ótima valorização futura do investimento”, avalia Thiago Bidese.

Construções de Alto Padrão

Além do edifício Beaumont, a Construtora Bidese também confirma a construção de novas casas personalizadas em condomínios fechados da capital paranaense. As obras – algumas já em andamento e outras em fase de projetos – serão nos bairros São Braz, Santa Felicidade e Campo Comprido.

Segundo o diretor, a empresa tem o foco dos investimentos no mercado Alto Padrão. “Definimos nosso nicho de atuação em produtos voltados para uma gama de clientes exigentes, que gostam de personalização e detalhes que facilitem sua vida, seja em relação à tecnologia, comodidades e segurança. É um perfil que valoriza esse custo-benefício. Esse tem sido nosso DNA e um dos segredos do nosso crescimento dos últimos anos”, avalia Thiago Bidese.

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Mudança nos hábitos das famílias impõe metragens menores

Se no passado morar em um apartamento grande, e em condomínios com muitos itens na área de lazer era sinal de status e prestígio, a tendência agora é exatamente o contrário: metragens privativas reduzidas, áreas de lazer mais compactas e bem equipadas, além de muitos serviços e tecnologia dão o tom dos investimentos mais assertivos já para a próxima década.

Menos é mais, resume o estatístico Marcus Araujo, presidente-fundador da Datastore, especialista em pesquisa e inteligência de mercado que tem viajado pelo Brasil para compartilhar informações essenciais sobre a reinvenção do imóvel para a nova década que se aproxima. “A demanda por metragem no mercado imobiliário encurtou 15% em todo o país. As pessoas hoje compram aquilo que precisam”, aponta o criador do algoritmo que já avaliou mais de 555 bilhões em empreendimentos imobiliários, ao longo dos últimos 25 anos.

“O imóvel além do imóvel”


O especialista, que é referência no setor, estará em Curitiba no próximo dia 2 de abril para o Roadshow Tendências do Mercado Imobiliário 2019 – que tem patrocínio do Grupo Haganá e BeeMob – com a palestra O imóvel além do imóvel. O evento, exclusivo para empreendedores e profissionais do mercado, é promovido pela Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Paraná (Ademi-PR) e destaca, ainda, a presença de Alexandre Lafer Frankel, CEO da Vitacon – empresa inovadora do setor imobiliário no desenvolvimento e construção de empreendimentos residenciais e comerciais em São Paulo, que obteve desempenho marcante no ano de 2018, período em que o setor imobiliário ainda amargava maus resultados de vendas.

A tendência dos apartamentos menores, é bom que se diga, não vale apenas para os imóveis voltados às faixas de renda mais baixas. “O alto padrão não está mais relacionado ao tamanho. Isso passou”, chancela Araujo. Mesmo em relação aos terrenos, a metragem menor também é o que se vislumbra. “Terrenos de loteamentos fechados, a partir de 2020, devem ficar abaixo dos 250m²”, declara.

Entre os fatores que levam a essa tendência forte do mercado para os próximos anos, quatro se destacam: a presença crescente das mulheres no mercado de trabalho; as famílias menores, já que os casais têm menos filhos; a vida digital, que diminui a circulação das pessoas dentro dos ambientes da casa e a redução da presença dos trabalhadores domésticos, devido, entre outras coisas, ao aumento dos custos com esses empregados.

Segundo Araujo, o mercado precisa se adequar a estas mudanças das organizações familiares que impactam diretamente na expectativa dos consumidores, ávidos por novos empreendimentos. Para se ter uma ideia, pesquisa realizada em Curitiba, no primeiro trimestre de 2019, com 387 famílias com renda acima de R$ 8 mil, apontou que o tamanho da família está majoritariamente em 3,3 pessoas. “O resultado é que os casais estão optando, cada vez mais, por terem apenas um filho ou ainda, estão abrindo mão deste papel para investir em viagens, experiências gourmet, além do convívio com um pet”, afirma o presidente da Datastore.

Esse mesmo levantamento apontou que, entre essas famílias, 25% têm interesse de comprar um imóvel nos próximos 24 meses – o mesmo percentual se estende em todo o país. Já o interesse em comprar para os próximos 12 meses chega a 32%, dentre os que querem comprar no período de dois anos. Segundo o especialista em demandas, esses números apontam para a retomada do mercado comprador, que já deseja novos produtos.

Tecnologia


O estudo da Datastore aponta, ainda, um dado que mostra a dimensão desta relação das famílias com a tecnologia. Em média, os entrevistados curitibanos declararam ficar cerca de 8 horas conectados diariamente. Ou seja, é mais tempo dentro do quarto, no smartphone ou no computador, e menos tempo circulando pela casa ou por áreas de lazer. “O tempo de conexão alto está fazendo com que as pessoas precisem de menos espaço”, avisa. “Até o salão de festas pode ser menor. Afinal, são uns 10 amigos próximos para cantar os parabéns pessoalmente e, os demais, mandam as mensagens pelo WhatsApp e pelo Facebook”, defende. 
Para o futuro, a tecnologia deve ganhar ainda mais espaço e afetar o dia a dia nos novos modelos de empreendimentos, com mais áreas compartilhadas. “As pessoas começaram compartilhando fotos nas redes sociais. Depois vieram os compartilhamentos através da economia colaborativa e, na sequência, os aplicativos de transporte dominaram. Agora, isso está chegando dentro de casa. No futuro do imóvel, as áreas de convívio, inclusive as áreas de alimentação, serão para fora de casa”, afirma o especialista. “A pessoa mora sozinha no apartamento, pede uma comida pelo aplicativo e vai fazer a refeição junto com outros moradores, compartilhando o espaço. Na economia digital, compartilhar significa, acima de tudo, racionar recursos para preservar o planeta”, completa.

Fração: a economia cresce com compartilhamento


Até onde pode ir esta tendência dos imóveis com metragens cada vez menores? Marcus Araujo sentencia pautado por suas pesquisas e experiência: “Em 2050, vamos chegar aos apartamentos de 3m², produto que, inclusive, já existe no Japão. Essa segmentação não significa que todas as pessoas terão interesse por este tipo de proposta, mas as pessoas que quiserem viver sozinhas ou, ainda, viajantes – pessoas que pretendem ocupar apenas algumas horas do imóvel – poderão adquirir frações de empreendimentos. Tudo caminha para esse modelo compartilhado. Do contrário a economia mundial desacelera”, provoca.

“Com apartamentos pequenos, e até com uso compartilhado, as pessoas gastam menos condomínio e menos IPTU, apenas para citar as maiores despesas. Isso tudo para gastar o dinheiro com outras experiências que hoje elas consideram mais valiosas, como conhecer o mundo, por exemplo”, conclui Araujo.

Roadshow Tendências do Mercado Imobiliário 2019
Palestra: “O imóvel além do imóvel”, com Marcus Araujo, presidente da Datastore e Alexandre Lafer Frankel, CEO da Vitacon;
Data e horário: 2 de abril, terça-feira; 
Horário: das 08h às 11h30;
Local: Sinduscon Corporate (Rua da Glória, 175), Curitiba-PR;
Para mais informações: www.datastore.com.br 

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