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Vendas de apartamentos de alto padrão crescem cerca de 84% em Belo Horizonte

Apesar da retração econômica vivida no país, devido à pandemia de Covid-19, o mercado de imóveis de alto padrão segue como um dos menos impactados pela crise. Em Belo Horizonte, a comercialização de apartamentos com preços acima de R$ 1 milhão registrou crescimento de 83,79% entre janeiro e agosto deste ano em comparação ao mesmo período de 2019. A cidade, que tem grande demanda no setor de alto luxo, mas que normalmente apresenta poucas ofertas de lançamentos ao ano, também apresentou uma alta no número de lançamentos no período: 140,25%.

Os dados fazem parte do Censo do Mercado Imobiliário, divulgado pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG). A pesquisa aponta que as vendas passaram de 216 unidades, entre janeiro e agosto de 2019, para 397 comercializadas no mesmo período de 2020. Nessa mesma base de comparação, foram lançadas 223 unidades habitacionais de janeiro a agosto deste ano; no mesmo período do ano passado, foram 159.

Exemplo do crescimento desse segmento é a PHV Engenharia, especializada em alto padrão, que tem obtido resultados positivos durante a pandemia: a construtora registrou venda maior que a média dos últimos três anos. O diretor técnico da PHV Engenharia, Marcos Paulo Alves, avalia que existe uma demanda reprimida para o segmento de luxo, o que impulsionou as vendas mesmo diante da pandemia. “Além disso, é visível o aumento no preço dos imóveis, que deve ocorrer nos próximos anos. Não estamos falando de aumento de preço com índices médios de correção, mas com picos, como ocorre ciclicamente no mercado imobiliário e não é percebido há quase 10 anos”, avalia.

Outros fatores que têm impulsionado o segmento de alto padrão, segundo ele, são a queda na taxa básica de juros ao menor patamar da história e a diminuição dos estoques de imóveis com esse perfil. “Sem dúvida, eles provocaram a inevitável valorização dos produtos de alto padrão e, consequentemente, o aumento na procura”, explica Alves.

Entre os empreendimentos de destaque da PHV, está o Quatro Ventos, localizado no bairro Jardim da Torre, nos limites de Belo Horizonte e Nova Lima. O residencial, já em fase final e sucesso de vendas da construtora, tem apartamentos de 750 metros quadrados de área privativa, nove vagas de garagem por unidade, estacionamento para dois carros dentro da própria sala, heliponto no prédio, além de todas as comodidades de um empreendimento de alto luxo. “Cada detalhe foi pensado para oferecer o máximo de exclusividade ao morador”, declara. O mercado está tão promissor que a construtora já se prepara para lançar, em breve, dois empreendimentos: o Unique e o Quatro Estações. 

O diretor técnico da PHV diz que, além de conforto e espaço, a construtora é sempre criteriosa na definição de terrenos e desenvolvimento dos projetos. “Para qualquer imóvel, a localização é o principal fator de valorização, mas, em imóveis de alto padrão, é tudo. Assim, ao anteciparmos na aquisição dos terrenos e desenvolvimento dos projetos, conseguimos caminhar no fluxo certo dentro do ciclo do mercado imobiliário”, destaca. “Com certeza, existe uma demanda reprimida para este segmento de luxo”, afirma.

Na avaliação de Leonardo Matos, diretor da CMI/Secovi-MG (Câmara do Mercado Imobiliário e Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário de Minas Gerais), o que mais atrai investimentos à indústria dos imóveis de luxo é o potencial de agregação de valor ao empreendimento. “Esse mercado dificilmente se abala por crises, porque é composto por pessoas que já têm uma condição econômica muito privilegiada e estão à procura de algo que atenda melhor suas necessidades, seja uma varanda melhor ou um imóvel maior”, argumenta.

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Mercado imobiliário em Minas Gerais segue tendências de espaços maiores e adaptados às novas necessidades dos clientes

Como será o mundo pós-pandemia é uma das questões que mais inquietam especialistas de vários setores. No que diz respeito ao mercado imobiliário, os impactos já revelam uma valorização da casa própria e necessidades que estão moldando tendências. Pesquisa divulgada pela consultoria Urban Systems, em parceria com as empresas de inteligência de mercado Prospecta e Brain, revela os principais itens apontados pelos clientes como primordiais na hora de escolher um imóvel.

Se antes muitas pessoas passavam mais tempo fora de casa, no trajeto ou no próprio trabalho, com a pandemia foi necessário ficarem reclusas em suas residências, compartilhando o espaço com a família ou outros moradores da casa. Segundo a pesquisa, desde o início da quarentena, 37% dos respondentes sentiram falta de ter um espaço para o home office, mesmo percentual que afirmou que gostaria de ter uma área para a prática de exercícios físicos. Para ter esses ambientes, a maioria dos entrevistados revelou que aceitaria reduzir outros no imóvel, como sala de estar (28%), área de serviço (27%) e sala de jantar (26%).

O reflexo disso é a procura por casas e apartamentos mais espaçosos. Para o presidente da Sancruza Imóveis, Evandro Negrão de Lima Jr., esses novos anseios já desenham mudanças no perfil de imóveis procurados pelos clientes. “Hoje percebemos que existe uma procura maior por imóveis que possam comportar escritório, área de lazer, varanda gourmet e quintal, por exemplo. Com o isolamento social, ficou evidente que ter esses espaços pode ser muito útil; as pessoas perceberam que vale a pena investir no lar e transformá-lo no melhor lugar possível”, explica. Além disso, 54% dos entrevistados da pesquisa disseram que vão continuar em home office depois da pandemia. No imóvel atual, 91% responderam que precisam ter até dois postos de trabalho, o que confirma a tendência pela ampliação das moradias.  

Lima Jr. também afirma que a empresa observou que aquelas pessoas que ficavam em dúvida entre um apartamento que custava um pouco mais barato e um que tinha um preço um pouco mais elevado, mas era maior, mais confortável e possuía área de lazer ou varanda gourmet, acabaram optando pela segunda opção. A pesquisa confirma esse cenário: com o aumento dos pedidos de comida em domicílio (57% dos entrevistados pretendem manter a frequência de pedidos depois da pandemia) e com as pessoas fazendo mais refeições em casa (90% pretendem seguir com esse hábito depois da pandemia), a busca por varandas gourmet aumentou. O espaço é a preferência dos entrevistados (38%), seguido por ter uma cozinha americana integrada à sala (33%). A maioria não gostaria de ter que diminuir nada no imóvel para obter o espaço (25%), confirmando também a tendência pela procura por imóveis maiores.

Com isso, as empresas do setor estão investindo em lançamento que acompanhem as tendências e anseios do consumidor. É o caso da PHV Engenharia, construtora do segmento de alto luxo. “A localização continua sendo ponto principal, mas já percebemos a procura por espaços mais distantes, desde que sejam amplos e completos para as atividades do cotidiano”, afirma o diretor técnico da PHV, Marcos Paulo Alves. “Além da localização e do projeto como um todo, as pessoas passaram a olhar com mais cuidado para os detalhes que compõe o prédio e se o empreendimento tem condições de atender satisfatoriamente suas necessidades, mesmo em uma situação de confinamento por um período longo, como tem ocorrido na pandemia”, argumenta.

A necessidade de ampliação das medidas de segurança sanitária também desenha novas tendências para os negócios. Segundo o estudo da Urban Systems, 84% dos respondentes passaram a deixar os sapatos na entrada do imóvel por causa da pandemia e 88% passaram a higienizar as compras. Nesse cenário, 69% das pessoas disseram que gostariam de ter um espaço para higienização dentro do imóvel.

A pesquisa da Urban Systems também aponta que as novas tecnologias, principalmente as relacionadas à higienização, são o que as pessoas consideram mais importante ter no prédio onde moram. Metade dos entrevistados afirma que gostaria de ter elevador com botoeira “sem toque”; 38%, câmara de higienização na entrada; 26%, reconhecimento facial (mesmo percentual que respondeu automação para interação dos equipamentos com comando de voz) e 25% indicaram sensores de presença com alarme nos muros. “Percebemos, ainda, a busca por equipamentos direcionados a higiene e cuidados pessoais, como acionamentos dos equipamentos por sensores, central de delivery, coworking, câmaras de higienização, dentre outras”, complementa Marcos Paulo.

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