Terra Santa estreia como primeira empresa listada na B3 com fim exclusivamente imobiliário rural

Terra Santa estreia como primeira empresa listada na B3 com fim exclusivamente imobiliário rural

Após a conclusão da incorporação da Terra Santa Agro pela SLC Agrícola, surge uma nova empresa no mercado imobiliário rural, a Terra Santa Propriedades Agrícolas. A companhia, que inicia suas atividades com uma receita bruta de aproximadamente R﹩ 90 milhões, tem como principal negócio a gestão de um portfólio de fazendas destinadas à produção agrícola em geral. Nossas fazendas são e serão arrendadas para produtores reconhecidamente eficientes e em conformidade perante os órgãos ambientais, no âmbito municipal, estadual e federal.

Atualmente, a companhia conta com sete fazendas, no Mato Grosso, que já eram propriedades da operação anterior Terra Santa Agro, e prevê expansão do portfólio nos próximos anos. A companhia é pioneira em oferecer para o investidor a possiblidade de investir em arrendamento de terras: “em vez de comprar um conjunto de imóveis urbanos alugados ele pode comprar um conjunto de fazendas arrendadas” comenta José Humberto Teodoro Jr., CEO da Terra Santa Propriedades Agrícolas. Diferentemente do setor imobiliário urbano em que o imóvel tem problemas de vacância e perde valor ao longo do tempo por depreciação e obsolescência, as fazendas estão sempre em produção e se valorizam, é comum elas ficarem mais férteis e mais produtivas ao longo do tempo.

“Sabemos que nós vamos pagar o preço do pioneirismo e já estamos nos preparando para poder contar o nosso case para o maior número de pessoas possível. Um dos vetores de geração de valor para a sociedade será proporcionar para o maior número de pessoas possível a possibilidade de investir em algo único, que tenha um bom retorno esperado com baixo risco, que seja defensivo e que possibilite a diversificação de suas carteiras de investimento”, afirma o executivo.

O escritório da empresa está alocado em São Paulo, e conta com times do Administrativo, Relações com Investidores, Jurídico, Análise e Novos Negócios. De acordo com o CEO, “cerca de 15 funcionários especializados nessas áreas estão construindo uma história, uma nova empresa.

Nova fase tem alavancagem zerada e propósito mantido

O acordo com a SLC Agrícola foi concluído no fim de julho. A SLC adquiriu a operação da Terra Santa Agro, sendo que as fazendas continuam de propriedade da Terra Santa Propriedades Agrícolas. Os acionistas da antiga companhia receberam, no início de agosto, 2.516.454 ações ordinárias da SLC, que valiam naquela data R﹩ 113 milhões, bem como 96.226.962 ações da Terra Santa (LAND3), que valiam, após o primeiro dia de negociação, R﹩ 1,4 bilhões.

A Terra Santa Propriedades Agrícolas ficou com uma dívida líquida, em 30 de junho de 2021, de 110,3 milhões, que será compensada pelo down payment de R﹩ 70 milhões do contrato de arrendamento assinado com a SLC e com a receita da parceria agrícola da safra 20/21 de cerca de R﹩36 milhões que será vendida para a SLC. Já, em abril de 2022, a Terra Santa Propriedades Agrícolas receberá da SLC o pagamento referente ao primeiro ano de arrendamento, safra 21/22, em montante equivalente à 39,9 toneladas de soja. O contrato de arrendamento com a SLC tem prazo de 20 anos com reajuste de preço a cada três anos, compreende as sedes e estruturas de operação e uma área agrícola de 39,1 mil hectares.

Quanto ao propósito da empresa, Teodoro Jr. afirma que está mantida a missão de contribuir para o desenvolvimento social no País. “Buscamos a geração de valor para a sociedade brasileira por meio do agronegócio, tendo como premissa que a adoção de boas práticas sociais, ambientais e de governança são essenciais para alcançarmos retorno financeiro sólido e de longo prazo para nossos acionistas”, explica. Ainda na Terra Santa Agro, essa visão de que o objetivo não é o resultado, mas sim gerar valor para a sociedade rendeu frutos positivos. Nos últimos três anos, a companhia bateu repetida vezes seus próprios recordes de produtividade e aumentou sua geração de caixa operacional em 223%. Seu Ebitda subiu de R﹩ 68,8 milhões, em 2017, para R﹩ 222 milhões em 2020, e reduziu o seu endividamento de 11,3 vezes Dívida Líquida/Ebitda para 4,5 vezes Dívida Líquida/Ebitda. “Estamos seguros de que a nossa visão de negócios continuará proporcionando resultados positivos por meio da Terra Santa Propriedades Agrícolas”, comenta o executivo.

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